Os direitos e deveres de um terapeuta de Reiki


Ser terapeuta de Reiki acarreta não só direitos como deveres, tal como em qualquer profissão. Contudo, considero, pela minha experiência, que esta é uma área onde os deveres se sobrepõem, e de que maneira, aos direitos. Passo a explicar. Os direitos de um terapeuta são simples: ter direito à sua integridade, à sua segurança, ao respeito por parte do seu paciente e ao pagamento pelos serviços prestados, entre outros. Já os deveres são inúmeros. Os deveres de um terapeuta de Reiki passam não só pelos deveres para com o paciente mas para consigo próprio. Se para o paciente devemos sempre ser cordiais, respeitosos e cuidadosos, respeitar a dignidade e integridade da pessoa, proteger a confidencialidade das sessões e trabalhar de forma honesta, para nós próprios temos também o dever de nos prepararmos devidamente para uma sessão, não só fisicamente como mentalmente. Antes de uma sessão, temos o dever de preparar o espaço para receber da melhor maneira possível as pessoas, seja colocar tudo no sítio, tornar o espaço confortável ou "limpá-lo" se tivemos uma sessão anteriormente. Mas temos também de ter uns minutos para nós, para nos centrarmos em nós próprios e nos prepararmos para ajudar o próximo. E isso exige muito do terapeuta, pelo menos para os que realmente têm como intenção proporcionar o bem-estar de quem o procura. Para mim, o principal dever do terapeuta de Reiki é precisamente este: estar bem para poder tratar do outro. Porque os terapeutas também são humanos, também têm problemas e dias menos bons, mas têm de fazer o seu trabalho com toda a dignidade e seriedade. E, para isso, precisam de estar bem. Em muitas profissões, se estamos com problemas pessoais, o trabalho, por vezes, até pode ajudar a aliviar esses pensamentos mais negativos ao ocupar a nossa mente com outras coisas. Mas ao ser terapeuta de Reiki não é tão simples assim, pelo menos para mim. Uma sessão de Reiki pode ser bastante desgastante para um terapeuta, principalmente se não estiver ele próprio a 100 por cento. Alguns dos meus pacientes podem estranhar o facto de, durante alguns dias, às vezes semanas, não marcar consultas. Tal não acontece por esquecimento ou excesso de trabalho. Isso deve-se ao facto de eu nunca fazer uma sessão quando não me sinto totalmente bem para a fazer. Não que os meus problemas possam afetar de alguma forma a pessoa que vou atender, nada disso. Simplesmente sei que posso não estar a 100%, que me posso distrair e que não irei estar totalmente focada no serviço que vou prestar. E a minha consciência não me permite ajudar sem ter a certeza que estou bem para o fazer. Porque, para mim, ser terapeuta de Reiki também tem outro dever: o dever de credibilizar a prática terapêutica. E, para isso, tenho de estar totalmente focada no que estou a fazer, devidamente preparada e com a certeza que consigo dar o meu melhor e mostrar às pessoas o verdadeiro Reiki, sem enganos nem misticismos. Quem nos garante que, aquela sessão que experimentamos e não gostamos, foi exatamente porque a pessoa que nos fez Reiki não estava devidamente preparada? Nestes casos, ficamos com uma má ideia do Reiki, e é isso que também quero combater, a ideia errada que muitos ainda têm desta terapia complementar. Para isso, utilizo o Reiki em mim, diariamente, para que possa ajudar o próximo. Porque se estou a prestar um serviço, pago, esse mesmo serviço tem de ser exemplar. Aliás, se tenho sessões marcadas, no dia anterior, é certo e seguro que irei fazer um autocura mais profunda, para garantir que me purifico e estou preparada para ser um canal de Reiki que irá ajudar alguém que precisa. No fundo, utilizo sempre a máxima "não faças aos outros o que não gostarias que fizessem a ti", ou, utilizando um dos princípios do Reiki "Só por hoje, trabalho honestamente". Para mim, trabalhar honestamente é isto.

Fonte: A Pequena Reikiana


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